Quinta-feira, 17 de Julho de 2008
Isto de uma pessoa se deitar em Portugal...
..e acordar na Venezuela tem que se lhe diga.
P.S - Alguém que tenha a coragem de explicar ao Sr.Novo (e jà agora, se não der muita maçada, à generalidade dos jornalistas) que em Portugal, por enquanto, os preços são livres.
Sexta-feira, 11 de Julho de 2008
Um bocadinho de atenção não fazia mal a ninguém..
"As empresas petrolíferas utilizam o método LIFO, no qual o primeiro produto a entrar ( comprado) será o primeiro a sair (a ser vendido), para valorizar os stocks, precisamente para evitar a criação de lucros contabilísticos elevados, provocados apenas pela escalada dos preços. O que o Governo quer é a adopção do método FIFO (primeiro a entrar é o primeiro a sair), o que vai gerar um ganho extraordinário entre o custo contabilístico do produto mais antigo e o preço actual mais caro. É sobre essas mais-valias que a taxa incide. O Governo admite avançar com uma alternativa ao método FIFO, que é o critério da valorização das reservas para efeitos fiscais ao seu custo médio ponderado, o que seria aplicável às empresas de produção, distribuição e comercialização de produtos petrolíferos.
Quarta-feira, 9 de Julho de 2008
Daniel Oliveira, o arrendamento e a desonestidade intelectual..
Ah, em Paris e NY. Essas cidades, onde tal como em Lisboa, o congelamento de rendas durante décad…uups, parece que em Paris e NY não houve congelamento de rendas. Não importa.
Paris e NY, onde um senhorio sabe que, no mínimo, tem 3 anos para resolver um processo de despejo.. (o quê? não é assim ? Em NY uma “eviction order” resolve em média em 6 semanas ? Eh lá, isso era capaz de fazer milagres pelo nosso arrendamento, não ? ).
Não importa. Paris e NY, cidades de países com as mais altas taxas de habitantes em casa própria do mundo… (ai não ? ah, pois, confundi com Lisboa)
Bom, parece que sim, que em Paris e NY se taxa fortemente os imóveis devolutos.
Fazemos assim: primeiro, importamos o sistema, seja ele qual for, que permite despejar um caloteiro em 6 semanas. Depois, e só depois, importamos as penalizações fiscais para quem não queira arrendar.
O Daniel sabe muito de arrendamento:
Um extracto do profundo conhecimento do Daniel Oliveira sobre o arrendamento :
"VSC, as
Se não for pedir demasiado, talvez o Daniel possa explicar como é que um proprietário que recebe uma renda de, digamos 60 euros (sortudo - há quem tenha rendas de 10 e 15 euros), tem disponibilidade para pagar dezenas de milhar de euros. E já agora, qual a renda que resulta do aumento de renda extraordinário. E quantas décadas serão necessárias para o proprietário recuperar esse investimento ?
Daniel Oliveira e Filipe Moura, again..
Filipe Moura: "Mais vale estas pessoas defenderem de vez, e abertamente, que querem acabar com o direito à casa própria (tal como querem acabar com o emprego seguro). Eu admito - considero que o mercado de aluguer de casas deve ser a excepção e não a regra. Deve ser desencorajado ao máximo."
Daniel Oliveira: [as propriedades devolutas] Devem ser todas taxadas e que não pode pagar acabará por vender a quem possa usar aquele investimento. Retira o seu lucro sem prejudicar os demais. E disse apenas que os proprietários dos edifícios da Avenida da Liberdade só não fazem obras para os vender ou arrendar porque não o querem fazer (os objectivos só não os conhece quem não viva, por exemplo, em Lisboa) e porque lhes sai barato ficar à espera da derrocada que deixe o terreno livre de condicionamentos ou de uma valorização.
Terça-feira, 8 de Julho de 2008
Daniel Oliveira, redux
"(as casas devolutas) devem ser todas taxadas e que não pode pagar acabará por vender a quem possa usar aquele investimento. Retira o seu lucro sem prejudicar os demais."
Não lhe ocorre que muitos dos proprietários de prédios devolutos ficaram descapitalizados por um acto criminoso - o congelamento das rendas - cujos efeitos perduram.
"No entanto a coisa é simples: quem não tem dinheiro para manter o que é seu de tal forma seguro que não ponha em perigo a vida dos outros não tem vícios. E quem o tendo mesmo assim resolve não o fazer deve ser, por via fiscal (e em casos limite de outras formas, como a lei prevê), levado a vender o que tem."
Resumindo: não chega ter sido roubado, durante dezenas de anos. No fim, o proprietário, descapitalizado por 40 anos de rendas congeladas deve ser levado a vender o que tem - e por mero acaso, pela mesma entidade que o descapitalizou. No fundo, uma estratégia de extorsão pura. Assim a modos que aquele tipo que depois de assaltar um desgraçado, ainda lhe dá um estalo porque o homem trazia pouco dinheiro.
Os prédios devolutos e os senhorios
Dos comentários de Daniel Oliveira e Filipe Moura spbre o arrendamento e os prédios devolutos transparece uma visão do Mundo muito simples.
Para o Filipe, os senhorios são uma corja de inúteis, sem actividade produtiva, que se limitam a receber rendas (e atenção, rendas de várias dezenas de euros, que perfazem centenas em prédios inteiros, o que no seu entender representa bem mais que um razoável complemento de reforma - porque despesas, seguramente que não existem, ou não dão jeito em tão básico esquema ) e não fazem obras nos prédios. O mercado de arrendamento é imoral e deve ser desencorajado. Todos temos o direito de comprar casa.
Para o Daniel, os senhorios mantém fogos devolutos porque querem. Ao mesmo tempo, a compra e o arrendamento continuam caríssimos. Logo, os senhorios perdem dinheiro, verdadeiras fortunas, porque querem. Deve ser mais rentável manter um fogo devoluto. Solução? Taxar pesadamente os proprietários. Claro, como é que ninguém pensou nisso?
E de novo os senhorios, claro.
Filipe Moura continua a desenvolver as suas ideias sobre os senhorios - e consegue alinhar alguns argumentos ao nivel da indigência.
Resumidamente, o Filipe compara a opção do senhorio a "fazer aplicações no banco ou jogar na bolsa", e considera que não traz benefícios para a economia. De seguida, revela (enfim, já desconfiávamos) que não tem "nenhuma simpatia por senhorios ou pelo aluguer de casas enquanto ocupação permanente" e que portanto não pode "apoiar nenhuma lei que estimule esta actividade." Não encaixa a ideia de que boa parte de Lisboa foi construída para arrendar. E que os senhorios pagam impostos e taxas. E que usam os rendimentos para consumir, como o Filipe e eu, por exemplo. E que é isso que faz a economia crescer.
Sempre em crescendo, o Filipe lembra-nos que "há inquilinos que pagam rendas ridiculamente baixas e de coitados não têm nada, é verdade, mas a diferença em relação aos senhorios é que também há muitos casos de inquilinos com rendimentos de miséria. Nunca conheci nenhum senhorio que fosse pobre." Claro que, de onde o Filipe conclui que não há senhorios pobres, eu, que conheço alguns, concluo que o Filipe conhece pouca gente, ou selecciona bem as suas companhias. Talvez seja demais lembrar que muitos senhorios, descapitalizados e sem perspectivas de actualizações de rendas num prazo razoável, foram forçados a vender aos inquilinos a preço da chuva - e muitos inquilinos fizeram pequenas fortunas assim, comprando por 5 e vendendo no dia seguinte por 25. Conheço "n" casos. E que outros ainda, não sendo pobres no sentido estrito da palavra, também não têm capital para investir em obras, ou para indemnizar o inquilino, de forma a libertar o imóvel. Como é evidente, para o Filipe, que não conhece senhorios pobres (mas concede que haja um ou outro inquilino que, vá lá, não seja exactamente miserável), a solução é : vender. Não interessa que, a) se o inquilino é pobre não pode comprar ou b) se pode comprar não é pobre. O importante é que compre. Porque é mais justo. Não sei porquê, mas é .
Filipe termina em grande: "Mesmo assim, gostam de se passar por gente “modesta” que investiu as suas “poupanças” numas “casas” para alugar como “complemento de reforma”. Pois bem, supondo que essas “casas” corresponpdem no mínimo a um prédio (muitas vezes correspondem a mais), receber rendas de dezenas de euros pelos apartamentos desse prédio correspondem a um bom “complemento de reforma”, pelo menos no que eu entendo por “complemento”. Quem chama a rendas de centenas de euros (a multiplicar por um prédio inteiro) “complemento de reforma” tem uma reforma muito boa!"
Um bocado confuso. Esqueçamos o facto de para o Filipe todos os senhorios terem um prédio (quando não mais)- o que era verdade na década de 60, mas não agora. Filipe começa por falar em rendas de dezenas de euros a multiplicar por um prédio inteiro, para depois avançar, intrépido para as rendas de centenas de euros. Concentremo-nos no essencial: Só por ignorância alguém julga que ter um prédio e receber várias rendas de “dezenas de euros”, pode ser um rendimento, quanto mais um rendimento apreciável. O Filipe não vive neste mundo. Julga que é só receber rendas. Não sabe que, mesmo que o senhorio não faça obras num prédio, continua a pagar luz, limpeza e elevadores quando existem. Julga que não há impostos, seguros, taxas de esgotos e de mais isto e aquilo. Enfim, é só receber.
Se ainda não tivéssemos percebido, o Filipe explicou-nos claramente : vive num mundo de fantasia, e fala de assuntos que não conhece. Tem uma imagem, a preto-e-branco, tipo senhorio rico mau /inquilino pobre bom, e daí não sai.
Malditos prédios devolutos..
A propósito de um incêndio num prédio da Av.da Liberdade, Daniel Oliveira insurge-se contra os prédios devolutos em Lisboa. Segundo ele, 4500 prédios, 60.000 fogos vazios. Acho pouco, mas tomemos os números como bons. Parece que a solução é "seguir os melhores exemplos e, nos grandes centros urbanos, taxar fortemente os fogos devolutos."
Sucede que, azar dos Távoras, estava pendente na autarquia um processo de licenciamento, entrado em Agosto de 2006 .(..) O projecto aguardava apenas uma certidão cadastral que a entidade proprietária teria solicitado à Conservatória do Registo Predial, mas que ainda não tinha sido entregue nos serviços camarários.
Há 2 anos que uma entidade privada tem um processo pendente
Sexta-feira, 4 de Julho de 2008
O último gajo que teve problemas com os cumprimentos..
Assim, de repente, a última vez que vi tanta histeria à volta dos cumprimentos a um político nos bastidores de uma entrevista, o resultado foi a eleição do pior presidente da Câmara de Lisboa de sempre.
Quinta-feira, 3 de Julho de 2008
Das "delícias" e dos "parasitas chamados senhorios"
Filipe Moura contra-ataca, definindo os senhorios como "os maiores parasitas dos tempos modernos, que ganham dinheiro (..) sem fazerem nada por isso.”
Entre outras pérolas, Filipe Moura arranca com um "(…)Salazar fez muito bem em ter congelado o preço das rendas. Só foi pena o Vasco Gonçalves, (..)não ter nacionalizado a habitação." , capaz de deixar qualquer um de cara à banda.
Ainda não estamos recompostos e já o Filipe nos enfia um potente soco de esquerda : os senhorios "não faz(em) absolutamente nada de produtivo ou que traga benefício à sociedade, limitando-se a alugar casas". "Em que é que o aluguer de casas por privados desenvolve a economia, estimula o crescimento? ", pergunta o Filipe. O Filipe não sabe, provavelmente porque não tem idade para isso, que a febre da casa própria é coisa recente. E que as casas que ele julga terem caído do céu, foram construídas (ou compradas) precisamente para serem arrendadas. Foi a expectativa do rendimento futuro que levou à sua construção, e que permitiu aos inquilinos terem uma habitação.
Subtilmente, o Filipe dá-nos a entender que suspeita das queixas dos senhorios "aos senhorios queixosos eu pergunto: e se vendessem as vossas casas, que não vos fazem falta nenhuma? (..) De certeza que muitos dos vossos inquilinos as comprariam. (..) Se não querem ter chatices vendam as casas." É estranho, de facto. Por outro lado, eu também não conheço ninguém que queira ser assaltado. Os meus conhecidos partilham uma estranha vontade de conservar o que é seu, e resistem (por tacanhez, certamente) à ideia de serem espoliados dos seus bens.
No mundo do Filipe não existe (porque ele não conhece) "(..) nenhum senhorio que queira vender as casas que possui, mesmo nos casos e que a renda é ridícula. (..)com sacrifícios - os senhorios têm muito mais posses e melhor nível de vida que a generalidade dos inquilinos, e quem disser o contrário é desonesto -, mas estou certo de que a maioria dos inquilinos se pudesse compraria. ". No meu mundo, o meu melhor cliente é proprietário de 6 prédios. Num deles, localizado numa zona valorizada de Lisboa, tentou, há 8 anos, vender as 28 habitações T2 aos inquilinos, por 6000 contos (30.000 euros). Vendeu apenas 8 (e desses, 3 foram vendidos nos 3 anos seguintes, todos por mais do triplo). Os restantes lá ficaram, confortavelmente, a pagar rendas irrisórias (e que hoje oscilam entre os 50 e os 111 euros) enquanto sobem e descem de elevador, e reclamam porque a porteira não cumpre o horário. Não ocorre, nem por um segundo, ao Filipe que se uma pessoa que paga 50 euros de renda, e não pode pagar mais, também não poderá comprar. Se, por outro lado, tem capacidade para contrair um empréstimo, só há um motivo racional para o fazer: a expectativa de comprar barato para vender de seguida e encaixar um lucro fácil (e esse sim, imoral.). Porque ninguém (mesmo..) troca o pagamento de uma renda de 50 ou 100 euros pelo pagamento de um empréstimo de largas centenas, mais impostos, mais despesas de conservação.
De volta ao mundo do Filipe, num acesso de realismo ele assume que, num ou noutro caso, haveria inquilinos que não poderiam (e, vá lá, um outro que não quereria..) comprar. Solução? " Se o inquilino não quisesse comprar a casa, comprava-a o estado por um preço justo de mercado .(..) Desde que fosse o estado a ficar com as casas e a alugá-las a quem precisasse, eu até nem me importaria de pagar impostos (para o estado as comprar)."
O Filipe não encontra melhor forma de gastar os impostos que eu pago e que ele, enfim, até nem se importaria de pagar (apenas para isto, atenção), do que comprar casas. Esqueçamos por momentos que o Estado tem dezenas de milhares de imóveis, que aliás atestam o excelente senhorio que o Estado é . Parece que o que faz falta é mesmo mais umas centenas de milhar de casinhas(parece que eram 350.000 rendas degradadas, há tempos..). A preços de mercado (não sei porquê, desconfio que o conceito de "preços justos, de mercado" do Filipe, não será propriamente o sentido comum da expressão - mas deixemos isso para mais tarde), estaríamos a falar de dinheiro suficiente para alcatifar Portugal com linhas de TGV. Mas isso são questões de "números" e conversas "economicistas" , e todos sabemos que a Matemática nunca foi o forte do pessoal.
Uma sugestão ao Filipe: uma semanita no meu escritório, para contactar com o mundo real dos senhorios e inquilinos (e já agora, com o pagamento de impostos) . Talvez o ajude a descer à Terra.
Sexta-feira, 27 de Junho de 2008
E isto também não é de grande honestidade..
26 de Junho de 2006, 1ª Página do JN:
"O Benfica vai perder seis dos 52 pontos conquistados na edição de 2007/08 da Liga portuguesa. O castigo aplicado pela FIFA ao clube da Luz, pela falta de pagamento de uma verba relativa ao jogador Alcides, é irreversível. (JN)
Tendo em conta que no mesmo dia o "irmão" DN , sobre o mesmo assunto escrevia que "Benfica esteve quase a perder seis pontos referentes ao campeonato da época transacta por deliberação da FIFA. O clube da Luz só anteontem conseguiu evitar a sanção", somos obrigados a concluir que no JN se poupa muito dinheiro em telefones - basta "saltar" aquela parte chata do jornalismo, a confirmação da notícia.
Como é que se chama mesmo o quadro ?
A isto, entre outras coisas igualmente tristes, podemos chamar "jornalismo" de merda. No DN de ontem, 26 de Junho, num texto de página inteira, intitulado "Mecenas comprou quadro e empresta-o por um ano" a autora , no afã de lamber as botas do ministro da Cultura, elogia a sagacidade do ministro, "como advogado que é", pronuncia-se sobre a importância da obra, etc. Esquece-se de um pequeno pormenor , coisa pouca: de identificar o quadro em questão. Mas enfim, isso também só seria relevante se a notícia fosse a compra do quadro, e não a sagacidade do ministro..
Quarta-feira, 11 de Junho de 2008
O bloqueio dos camionistas
É ou não é um nadinha irritante, a simpatia mal disfarçada dos media relativamente às acções criminosas dos camionistas? E a naturalidade com que as autoridades(?) policiais assistem enquanto bandos de energúmenos decidem parar, intimidar e interrogar, com o ar mais convicto deste mundo, os camionistas? Quem são aqueles filhos-da-puta para interrogarem seja quem for sobre a carga transportada?
Eles transportam pessoas...
Destas declarações parece poder inferir-se que nós, os civis, podemos estar 2 horas à espera, como é óbvio, porque nos limitamos a transportar animais - burros, provavelmente.
Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007
Sim, João, o que é que pode levar alguém a dizer que o Irão abandonou o seu programa de armas nucleares?
Pergunta o João Miranda, e muito bem: o que é que pode levar alguém a dizer que o Irão abandonou o seu programa de armas nucleares?
Tendo em conta que ele se refere à divulgação de um documento oficial dos serviços de informações americanos, e pelo tom da pergunta de João Miranda, tenho a impressão que o João, no intervalo dos seus posts e da sua vida profissional, é capaz de saber mais sobre o assunto que todas as agências de informação americanas juntas.
Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007
Post arrojado ...
Já há algum tempo que andava sossegadinho - isto se excluirmos a fixação nos judeus - mas eis que, out of the blue, Pedro Arroja saca de mais uma teoria que a evidência nega (bold meu): " A solução encontrada foi tipicamente anglo-saxónica - uma solução de compromisso. Reconhece-se explicitamente a homossexualidade (pelo caminho aceitando enfraquecer a norma até então vigente da heterossxualidade) e até se reserva um espaço para ela - a cidade de S. Francisco, como capital, e certas zonas de outras cidades. Mas quem quiser viver como homossexual vai ter de ir viver para lá. Se o meu julgamento não me engana, a homossexualidade passou então a ser muito menos tolerada em qualquer outra parte dos EUA, e a cidade de S. Francisco passou a ser o gueto mais visível dos homossexuais da América.", mas apenas para chegar, qual clímax, à situação em Portugal:
"Na realidade, sempre existiram homossexuais em Portugal e eles sempre viveram pacificamente no seio da população - nas cidades, nos bairros, nos empregos, nas famílias -, sem discriminação aparente e sem alguma vez serem guetizados.
Um extraterrestre que lá no seu planeta x1414jfaagshza lesse o post de Pedro Arroja até era capaz de acreditar.
Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007
Um suspiro de alívio...
Por acaso, parece-me prematuro considerar que Chavez assumiu a derrota e foi travado. Espero estar errado, mas daqui a 6 meses/1 ano, veremos.
Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007
Ele há coisas fantásticas ...
Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007
Lojas chinesas, redux
Depois de Maria José Nogueira Pinto, é Miguel Sousa Tavares. O argumento é diferente: para além da "concorrência desleal que fazem, trabalhando em famílias organizadas, sem horários nem direitos sociais, e vendendo a metade do preço produtos fabricados na China em regime de 'dumping social'", não esqueçamos que "O problema é que as 'lojas chinesas' são feias por fora e por dentro, com um aspecto sujo e degradado, e praticando um tipo de comércio de século XIX para cidades feias, sujas e degradadas. Se queremos recuperar e ressuscitar a Baixa, é óbvio que elas estão a mais ali. Se uma cidade não tem o poder de determinar que tipo de estabelecimentos quer e tolera nas suas zonas históricas (..) "
Aparentemente, não ocorreu a MST que a concorrência desleal (discutível) deve ser combatida pelo cumprimento da lei. Ou que os produtos vendidos a metade do preço podem ser (e são..) vendidos por todos os comerciantes que o queiram.
Mas acima de tudo, custa ver que alguém recorra a critérios estéticos para defender a intervenção do Estado e/ou das autarquias na definição do "tipo de estabelecimentos (que) quer e tolera".
Terça-feira, 18 de Setembro de 2007
Não me gozem...
Têm todo o direito de protestar - mas não nos gozem.
Quando leio frases como
"Temos a certeza de que o Ministério encontrou outra forma de poupar dinheiro que é diminuir o que os médicos fazem, ao tratar menos doentes. Só temos que dar os parabéns ao ministro por esta esperteza"
e
"Como o ministro sabe disto, enquanto gestor com experiência, tem necessariamente e objectivamente a vontade de diminuir a produção. É o que quer e o que será feito, é pena para o tratamento dos portugueses porque para nós médicos não nos incomoda ou influência em nada, tanto faz assinar o livro de ponto ou colocar o dedo no controlo"
fico com a sensação de que me estão a chamar parvo. Não haverá lá pela Ordem ninguém que encontre um argumento intelectualmente sério para contestar o raio do ponto?
Choraminguices ?
É natural. Provavelmente não acha nada estranho um árbitro informar os representantes de 2 clubes, antes de um jogo, que recebeu indicações superiores para decidir de forma oposta à que as leis de jogo estabelecem. Da mesma forma que não achará estranho que as instruções agora dadas por Vitor Pereira, embora suportem a decisão de Pedro Proença no FCPorto-SCP, colidam frontalmente com as declarações da mesma personagem sobre a correcção da decisão (oposta..) de um lance semelhante no SCP-Belenenses. E talvez até nem ache estranho que estas instruções sejam dadas de forma clandestina - em vez de serem dadas a conhecer aos clubes.
Eu acho..
Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007
Pedro Arroja..
A solução, ao que parece, é o catolicismo.
Terça-feira, 11 de Setembro de 2007
E porque não obrigá-los a tatuar uma foice na testa ?
Já não bastava Maria José Nogueira Pinto para dizer barbaridades com ar sério, como por exemplo que é preciso ..
vem agora João Marcelino, director do DN, apoiar a ideia:
Quando uma câmara permite abrir tantas "lojas dos 300" e "dos chineses", em vez de lojas de qualidade, especializadas e bonitas, que dão prazer de ver a quem compra como a quem passa por elas - turistas incluídos -, está a contribuir para que a cidade se degrade.
Na mesma linha de pensamento, porque não dar o passo seguinte: proibir as todas as lojas que não sejam "de qualidade, especializadas e bonitas" ? Cá por mim, começávamos já pelo Colombo - ia tudo abaixo.
A selecção de Rugby
Opinião discutível, no mínimo. Cinismos à parte, eu diria que talvez tenha a ver com a ideia romântica da equipa amadora que se intromete numa competição dominada por profissionais. E também, claro, com a capacidade de veicular a noção de orgulho na representação do país.
Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007
Terça-feira, 4 de Setembro de 2007
João Miranda strikes again
A evolução da inveja e da infelicidade
Numa população do paleolítico os indivíduos competem por recursos escassos. Os homens competem pelas mulheres e pela comida para si próprios e para os filhos. As mulheres competem pela fidelidade dos homens e pela comida para si próprias e para os filhos. Vamos supor que existem dois tipos de personalidades com origem genética:
a) as pessoas com a personalidade A ficam felizes sempre que atingem um patamar mínimo de bem estar;
b) as pessoas com a personalidade B só ficam felizes se estiverem melhor que as restantes.
Note-se que as personalidades A e B competem entre si. As pessoas com a personalidade B tenderão a dosear o esforço para ultrapassar os concorrentes. As pessoas com a personalidade A tenderão a errar na dose de esforço. Ou esforçam-se de menos, caso em que serão eliminados, ou esforçam-se demais, caso em que terão que enfrentar uma coligação de invejosos com personalidade B. Pessoas que se esforçam demais correm ainda o risco de investirem os seus recursos nos momento em que não são ameaçados pela concorrência arriscando-se a esgotá-los antes de eles serem realmente necessários. Devemos por isso esperar que aqueles que doseiam o esforço de forma a serem um bocadinho melhores que os adversários vençam a luta pela sobrevivência genética. A maior parte da população sobrevivente terá personalidade B. Segue-se que a longo prazo a população será dominada por invejosos, a maior parte dos quais infelizes. Só serão felizes os que forem melhores que os restantes.
Seria interessante discutir o assunto, se não chegasse a ser risível. Para além da dicotomia artificial A/B (e não haveria outros tipos de personalidade?), ignora a existência de outros factores com tanta ou mais influência na sobrevivência.
..mas fortes mesmo, são estas..


Em 2003, à volta, passei em Madrid, ainda mal refeito das sensações de Port Aventura, e decidi espreitar o Parque de Atracciones (na Casa de Campo, à saída de Madrid - uma espécie de Monsanto, mas mais plano) e não resisti à visão da Lanzadera (queda "livre" de 60 metros de altura, a 80 km/h ). Basicamente, são 2 segundos de queda - mas os momentos de subida, quando vemos Madrid à distância, são arrepiantes. E depois de alguns segundos de suspense, parados no topo da torre, sentadinhos, olhamos para baixo e vemos o chão tão longe ..
Havia mais 2 belas montanhas-russas, mas só a Lanzadera já valia a ida.
Em 2005, fui lá de propósito, para repetir o Parque de Atracciones, e testar o Parque Warner.
Saímos de Lisboa na 6ª-feira, chegámos às 3h30 a Madrid. Às 10h de Sábado, já estávamos à porta do Parque de Atracciones. Brutal.
Domingo, o clímax: Parque Warner. Confesso que ia sem grandes expectativas, mas saí de lá em extase. São 4 belas montanhas-russas, da qual se destaca a Stunt Fall (ver fotos). É qualquer coisa de indescritível. Sentamo-nos numa cadeira suspensa, pézinhos a balançar. De repente, a máquina começa a andar, para trás, subindo uma torre, até o carrinho ficar suspenso, a cerca de 40m do chão, na vertical. Uns segundos para criar a sensação de pânico (lembrem-se: estamos presos pelos ombros, pernas soltas, e virados de cara para o chão - uma sensação do tipo "se esta porcaria abre, já não volto a Lisboa..)e de repente, a queda, a 105 km/h, que encadeia com um percurso "normal" de montanha-russa, e que termina noutra torre, igual à 1ª - mas desta vez, ficamos suspensos de costas. Mais uns segundos, e fazemos todo o percurso inverso, de costas.
Acreditem: de frente, é arrepiante, de costas vale mais esquecer onde estamos e esperar que tudo acabe.
Para mais, apesar de ser Domingo o parque estava relativamente vazio, pelo que assim que saí, voltei a sentar-me.
Sensações fortes

João Villalobos, maravilhado com isto - chama-se Dragon Khan e era, na altura da sua construção (1995) o maior looping do mundo, a maior montanha-russa da Europa.
É de facto maravilhosa. Estive lá, em 2001 e 2003 - e da 2ª vez, fui lá quase de propósito para aquilo..
Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007
Terça-feira, 28 de Agosto de 2007
Isso é que era .....
Como alerta o Carlos Abreu Amorim, já não deve faltar muito para assistirmos comovidos a mais uma acção de "desobediência civil" - e desta vez, os alvos serão os possuidores de perigosissímos fornos micro-ondas.
Ui ui - isso é que era...
Quinta-feira, 2 de Agosto de 2007
Um gajo vai de férias, mas vai a rir (II)
Reparem na punchline :
Um gajo vai de férias, mas vai a rir..
Um dos posts mais geniais de sempre (integralmente transcrito, porque o Maradona tem a mania de apagar o blog)
"Receita: Esparguete cozido com feijão preto
Ingredientes:
Esparguete
Feijão preto em lata
Modo de Preparação:
Coza a massa e no final junte o feijão.
Bom apetite."
Quinta-feira, 26 de Julho de 2007
O horror inominável
"Um miúdo de apenas 12 anos foi esquartejado, ainda não se sabe se vivo ou morto, por um adolescente de 16 anos na casa deste, na cidade de Blumenau, no estado brasileiro de Santa Catarina. Suspeita-se que outros jovens terão sido cúmplices. O criminoso já está preso.
De acordo com a polícia local, o adolescente confirmou ter assassinado a vítima, Gabriel Kuhn, seu vizinho de rua e amigo, com quem brincara minutos antes. O motivo foi uma discussão sobre um jogo de computador. O agressor seccionou o tronco do miúdo com uma serra, não se sabendo ainda se este estava inanimado ou vivo e dominado por outros adolescentes.
O crime chocou profundamente a pacata cidade de Blumenau, particularmente o bairro onde ocorreu e onde tanto a vítima quanto o agressor moravam. De acordo com vizinhos, o agressor e a vítima, bem como os outros adolescentes suspeitos de terem participado ou assistido no crime, eram amigos e costumavam brincar quase todos os dias juntos.
(No Correio da Manhã de 25 de Julho)
Quarta-feira, 25 de Julho de 2007
Ahn?
Brilhante comentário de Gisela Cañamero, "apoiante" de Patrícia Lança, ao não menos brilhante post "Um tsunami leva sempre lixo à costa" : "A verborreia incontinente destes lusos eunucos instala, por aqui, o fedor acre das pustulências crónicas. Porquê deixá-los a infectar o seu espaço etérico? Ó Patrícia, faça aí uma purgazinha... extirpe estas virulências de um só golpe: ampute-lhes a linguínha inchada e livre-se do balde do lixo!".
Não resisti a consultar e transcrever aqui o perfil de Gisela:
Quem sou eu
numa perspectiva interactiva, de causa e consequência, de pertença a uma rede em permanente construção, a identidade é desenhada pelos olhares dos vários "outros" - cabe a esses espelhos emitirem os vários reflexos.
Interesses
- o modo extraordinário como cada um conduz a sua vida.
Filmes favoritos
- quem se serve destes auto-blogs por absoluta inépcia em linguagem informáticatem de ficar confinado a estas secções mas os meus filmes favoritos são as artes performativas nas suas diversas expressões onde a partilha e a comunicação com o público é feita nos dois sentidos.
Livros favoritos
- Vertigem - tendências para o séc XXI de Fernando Ilharco
- O livro tibetano da vida e da morte de Sogyal Rinpoche
Quanto a vocês não sei , mas para mim já estava na hora dos Gato Fedorento deixarem de se esconder atrás destes pseudónimos e assumirem que foi tudo uma brincadeirinha..
Sexta-feira, 20 de Julho de 2007
Patrícia Lança Rules!!!
Era inevitável - a defensora da moral, dos bons costumes, da saúde pública e dos esfíncteres privados voltou à carga.
Num longo texto, por junto, ficámos a saber que, para além de ter conhecido todos os tipos de piolhos, conheceu algumas "mulheres de gostos exóticos" que não conseguiam estar sossegadas com as suas deficiências e tentavam "aliciar as mais desprotegidas"..
Aparentemente, é essa a origem da sua autoridade para discutir os malefícios do sexo anal e da homossexualidade.
Evidentemente, continua a passar por cima de algumas perguntas incómodas, mas continua a divertir o pessoal.
De facto, oh João, como é que se faz?
A verdade é que estou desiludido - depois de todos aqueles posts em rajada, já lá vai uma semanita e não há meio de o João acabar com o suspense..
P.S. - Pelo tom geral da coisa, quer-me cá parecer que a ideia é capaz de ser a legalização da corrupção, mas aguardemos.
Quinta-feira, 19 de Julho de 2007
E depois ?
É um exercício divertido, tão divertido como ver que 95% dos eleitores não votaram no PSD, ou (e esta é das melhores, mesmo...) que 99% não votaram no CDS/PP...
A minha alma está parva..
Pergunta indiscreta..
Tendo em conta que o CDS/PP deixou de ter expressão eleitoral em Lisboa, podemos esperar que nas próximas autárquicas lhe seja dado o mesmo tratamento noticioso que foi dado nestas eleições aos candidatos "irrelevantes" (Garcia Pereira, Quartim Graça et alia..) ?
Quarta-feira, 18 de Julho de 2007
Coisas que me irritam profundamente (VI)
Extensas análises "jornalísticas" do significado oculto em frases como "Não serei candidato à presidência do PSD" ou "São agora 18h15m".
Nada como a leitura de uns jornalecos para desanuviar..
Ele é o Mantorras a falar de si na 3ª pessoa "Já vi grandes jogadores no Benfica e o Mantorras joga sempre. Não vai ser agora que o Mantorras não vai jogar" ..
Enfim, isto promete..
E se utilizássemos argumentos sérios (II)
Aparentemente, o facto de o túnel já estar a funcionar e a permitir a entrada mais rápida em Lisboa, deve ser tomado como prova de que era "necessário" para os "lisboetas". Muito haveria a dizer sobre esta ideia curiosa, mas adiante.
Resumindo, a ideia geral é : "o gajo parou o túnel durante uns tempos, o tribunal deu-lhe sopa, retomou-se a construção do túnel e agora já está tudo ok. Raios o partam.."
Sucede que a ninguém parece interessar saber se o túnel efectivamente construído corresponde ao que estava projectado - Sá Fernandes diz que não, que foram introduzidas dezenas de modificações, como consequência da sua acção.
Claro que isso não interessa nada - o que interessa é bater no Zé..
P.S. - E meu Deus, como há motivos para baterem nele... mas de preferência, utilizando argumentos intelectualmente sérios.
Provincianismo (Take 3)
Continuo é sem perceber de que é que ambos os semanários deveriam tratar, se tivessem optado por se publicar no Sábado.
Coisas que me irritam profundamente (V)
Lá no meu condomínio também há muita gente que se balda às Assembleias...
Pois é - lá no meu prédio, fizemos recentemente a Assembleia de condomínio, para discutir as contas do ano passado, aprovar orçamento para este ano e eleger administração.
Como não havia quórum, tivemos que esperar os 30 minutos da praxe, e lá começámos a reunião só com 37% dos condóminos.
Como é evidente, apesar de termos deliberado sobre todos os pontos da ordem de trabalhos, agora vamos ficar o resto do ano a matutar porque raio os restantes vizinhos se baldaram - e a imaginar " "estratégias" e "planos de acção" para tornar as reuniões de condomínio mais interessantes, a ver se da próxima já temos mais gente.
Por outro lado, o vizinho do 1ºA, que é do contra, vai-se entretendo a enviar cartas ao administrador, questionando a sua legitimidade - afinal, quase 2/3 dos condóminos não o elegeram...
E se utilizássemos argumentos sérios ?
Idem, para André Azevedo Alves e André Abrantes Amaral, ambos do Insurgente.
Terça-feira, 17 de Julho de 2007
Mas isso agora não interessa nada...
Precisamente..
As palavras da Secretária de Estado, Carmen Pignatelli, foram : "Eu sou secretária de Estado, aqui nunca poderia dizer mal do Governo. Aqui. Mas posso dizer na minha casa, na esquina, no café. Tem é de haver alguma sensibilidade social..."
Parece algo óbvio e sensato - mas caiu-lhe a blogosfera em cima. Aparentemente, é um atentado à liberdade de expressão, esperar que uma Secretária de Estado se abstenha de criticar, em público, o Governo de que faz parte.
Desonestidade intelectual (I)
Irrita-me, esta mania recente de desvalorizar os resultados eleitorais devido à abstenção. Do género : só votaram 35% dos eleitores em Lisboa, desses só 30% votaram em António Costa, logo o novo presidente da CML só foi eleito por 10% dos eleitores de Lisboa.
Geralmente, seguem-se análises sobre o significado da abstenção - umas mais que outras, mas todas ridículas. Nas eleições para a CML (tal como no referendo ao aborto, p.ex) houve de tudo: da "rejeição dos partidos" ao "desinteresse pela política", da "demonstração de que os lisboetas consideraram estas estas eleições desnecessárias e por isso puniram o PSD" à "falta de mobilização devido ao elevado número de candidatos".
Mas será que esta gente não percebe o ridículo de tentar arranjar uma explicação "geral" para uma atitude (a abstenção) que tem potencialmente tantas causas como praticantes ? Sim, é natural que haja casos de pessoas que não votaram por alguma das razões apontadas - mas é desonesto generalizar.
Consigo imaginar dezenas de outras razões, na aparência tão válidas como essas, que justificam a abstenção - mas não consigo quantificar.
Estranhamente, à excepção da Memória Inventada e do Womenage a Trois , parece ser geral a incapacidade de perceber que há que ter consideração por quem vota e valorizar esse acto.
Tremo só de pensar..
Segunda-feira, 16 de Julho de 2007
Provincianismo (Take 2)
"..acredita que se as eleições intercalares para 1 (um) órgão autárquico fossem EM QUALQUER OUTRO CONCELHO DO PAÍS (Braga, Sintra, Oeiras, Gaia, Porto, Aveiro, Viseu, Faro ou Coimbra) esses semanários 'nacionais' teriam a mesma conduta?"
Resposta, que de tão evidente deveria ser desnecessária: Depende. No caso do Porto, seguramente que sim. Noutros, não. O que não seria necessariamente mau - apenas uma questão de critérios jornalísticos.
Note-se que eu nem sequer voto em Lisboa - mas reconheço que, nesta altura, não havia qualquer justificação razoável para um semanário ignorar o tema do momento. Seria uma prova de miopia e/ou provincianismo serôdio, o Expresso sair para a rua a fingir que no pasa nada, ou limitar-se a publicar pela enésima vez um guia sobre "as melhores praias" ou uma investigação profundíssima sobre as implicações do aquecimento global na reprodução das abelhas guerreiras do deserto argelino, e consequentes perturbações introduzidas na economia indígena.
Sexta-feira, 13 de Julho de 2007
Provinciano é este post...
"Muito obrigado, semanários de Lisboa!
Amanhã, sábado, todos nós, em Oeiras e em Faro, no Porto e em Vila Real, na Covilhã e em Viana do Castelo, fomos mediaticamente autorizados a reflectir sobre Lisboa. (..) Vamos então reflectir. (..)
Por mim, a reflexão está feita: estes jornais acabaram de provar que lhes falta estofo para terem âmbito nacional - com este gesto, mostraram qual a sua visão do país e a medíocre dimensão do seu pequeno mundo.
São semanários de Lisboa. Nada mais. O resto é paisagem..."
Ora, vamos então reflectir: será que os "semanários de Lisboa" anteciparam a sua publicação porque, caso não o fizessem, estariam impedidos de publicar uma notíciazita que fosse sobre as eleições ? Será que, num fim-de-semana em que pouco mais haverá a noticiar, não se justifica tal antecipação ?
Enfim, dislates destes admitem-se ao Pinto da Costa, ao Luis Filipe Vieira, ou ao Alberto João Jardim, porque sabemos que ninguém os leva a sério...
Europa em Alerta!
" The English are feeling the pinch in relation to recent terrorist threats and have raised their security level from "Miffed" to "Peeved". Soon, though security levels may be raised yet again to "Irritated" or even "A Bit Cross". Londoners have not been "A Bit Cross" since the blitz in 1940 when tea supplies all but ran out. Terrorists have been re-categorized from "Tiresome" to a "Bloody Nuisance". The last time the British issued a "Bloody Nuisance" warning level was during the great fire of 1666.
Also, the French government announced yesterday that it has raised its terror alert level from "Run" to "Hide". The only two higher levels in France are "Surrender" and "Collaborate". The rise was precipitated by a recent fire that destroyed France's white flag factory, effectively paralyzing the country's military capability.
It's not only the English and French that are on a heightened level of alert. Italy has increased the alert level from "Shout Loudly and Excitedly" to "Elaborate Military Posturing". Two more levels remain: "Ineffective Combat Operations" and "Change Sides".
The Germans also increased their alert state from "Disdainful Arrogance" to "Dress in Uniform and Sing Marching Songs". They also have two higher levels: "Invade a Neighbor" and "Lose".
Belgians, on the other hand, are all on holiday as usual, and the only threat they are worried about is NATO pulling out of Brussels.
The Spanish are all excited to see their new submarines ready to deploy. These beautifully designed subs have glass bottoms so the new Spanish navy can get a really good look at the old Spanish navy."
Quinta-feira, 12 de Julho de 2007
Coisas que me irritam profundamente (IV)
"Para os pais, a decisão do ME de majorar a classificação da resposta em 1,0417 pontos “enferma de enorme injustiça e desigualdade”, pois a valorização “depende da classificação que cada aluno venha a obter”. As federações de pais indicam que “somente se o aluno obtiver 192 pontos na sua prova, é que terá direito à pontuação total”, ou seja, 200 pontos. Um aluno com 90 pontos (9 valores) apenas conseguiria o máximo de 93,7 pontos com a majoração do ME; já um estudante com 150 pontos, obterá um máximo de 156 pontos. A decisão do ministério, acusam os pais, “penaliza todos os alunos com pontuação inferior a 192”, pelo que pedem à ministra que atribua a cotação máxima de oito pontos a todos os que realizaram o exame."
É triste e pouco crível que não haja, em 5 federações de associações de pais!! alguém com 2 dedos de testa e conhecimentos de aritmética do 5º ano de escolaridade, que evite a exposição pública de tamanha ignorância.
Como qualquer das "crianças" com positiva no exame seria capaz de explicar aos pais a razão da operação proposta. Tudo se resume a isto: anulando uma pergunta, o total da pontuação é diferente de 200 - logo, há que calcular, para cada aluno, qual a pontuação que obteve, corrigindo a escala, para que as notas sejam directamente comparáveis.
Dito de outra forma - um aluno que obtenha 96 pontos nos 192 possíveis, teria tido 50% da pontuação total - não há portanto qualquer prejuízo, sob este ponto de vista..
Coisas que me irritam profundamente (III)
Coisas que me irritam profundamente (II)
De uma vez por todas, Lisboa não precisa de "ideias" nem de discursos redondos. Precisa, acima de tudo, de gente competente e disposta a trabalhar e a resolver os problemas comezinhos do dia-a-dia - não precisamos de "planos", "ideias de cidade", "intervenções multidisciplinares coordenadas" e outras merdas do género.



